…e muito menos bater pezinho!
O engraçado é que durante muitos anos fazer beicinho e bater pezinho toda vez que eu queria alcançar algum resultado foram táticas infalíveis. Quando eu era criança, funcionavam sempre! Mais tarde, desenvolvi novas tecnologias de beiço que incluíam elaborados argumentos acerca de como eu me sentia injustiçada (cuja profundidade eu conseguia provar por A mais B) e expressões carrancudas em que apontava aos demais membros de meu círculo de amigos como culpados por minha falhas.
O impressionante é que tais táticas desenvolvidas aos cinco anos de idade com toda pompa não serviam em sala: eu podia contorcer meu digníssimo beiço o quanto quisesse, corroborar todas as teorias em relação a como os alunos não tinham mais respeito pelos professores, como eles eram diferentes da aluna que eu fui, como, na verdade, esta juventude era a encarnação do mal, entre outras e, ainda sim, sabia que, no fundo, minha missão era ensinar e havia certas formas em meu agir que simplesmente não ajudavam ninguém a aprender.
Voltaremos a elas…
Droga! Droga! Droga! (acompanha muxoxo infantil!)