Já repararam como, na vida, nunca sai tudo certinho e mesmo assim sempre sobra alguma coisa de bom? Já repararam que, no mínimo, sempre sobra o aprendizado que alcançamos naquele momento? E que esse mínimo nem deveria ser tão mínimo assim, já que aprender é o que há de interessante nessa vida?
Pois é.
Então era assim. Eu me sentia refém dos alunos, eu me sentia insegura e profundamente preocupada com o que eles iam pensar de mim, mas…
… ainda assim eles aprendiam coisas e eu também.
…ainda assim havia momentos inspirados em que, mesmo com medo de que eles fossem “deixar de gostar de mim”, eu cruzava bravamente as fronteiras da auto-defesa e fazia o que considerava necessário naquele momento.
Contarei sobre um desses momentos de extrema bravura a seguir.
Vocês devem estar pensando: Ridículo isso de dar tanto poder a meninos de 12 anos! Pois é, eu sei.
Nem por isso a gente deixa de se sentir assim, né?