By the Way, havia um inglês no meio do caminho

11/12/2008

A CDF pródiga ao curso torna…

Filed under: experiências,modelos de vida — sabinemendesmoura @ 01:50
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Foi um grande aprendizado. Quando voltei a meu cursinho descolado, suas máquinas de refrigerante e suas salas com ar condicionado, valorizava ainda mais a experiência que me proporcionava. Já entendia duas coisas muito importantes: a) o que era fluência e b) que eu não era fluente. E estava disposta a me dedicar a um dia voltar ao país da maravilhas e mostrar a todo mundo de que eu era feita. A vingância da fluência pura.

Sobre esse tema da fluência, vale dizer que na época em que fiz meu curso existiam apenas dois tipos de inglês: o americano e o britânico. Eu estudava o primeiro. Também vale a pena dizer que o conceito de ser “fluente” significava falar igual aos americanos ou ingleses. Ponto final. Sem complicações. Ser fluente era alcançar o inatingível. Bota paixão platônica nisso.

Eu terminei meu curso já envolvida com várias outras prioridades. O inglês passou a ser apenas algo que eu usaria, como uma alpinista social, para chegar à fama. Fiz dança, teatro, escrevi peças, fiz improvisos com vídeo e logo acabei prestando vestibular para cinema. O inglês já era um diploma, algo no currículo e eu falava e escrevia razoavelmente bem. Como eu era gordinha e nunca deixei de ser realmente gordinha, tornar-me uma atriz ou bailarina foi se tornando algo para o futuro, para o dia miraculoso em que eu acordaria outra pessoa, e eu fui me contentando e me animando com a perspectiva de ser diretora e roteirista. Professora nem pensar! Que coisa mais sem glamour, mais sem prestígio. Ser professor era para gente sem brilho, gente que não conseguiu ser interessante o suficiente para ter uma platéia de verdade e, por isso, teve de se contentar com a platéia da sala de aula.

Estão percebendo?

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1 Comentário »

  1. Já pensei em dar aulas, já cogitei várias vezes a possibilidade…Mas, isso nao é pra mim…Sim, eu acho a profissao bel'[issima e admiro professores, e eu os admiro pq jamais conseguiria ser como eles(os bons), que marcam seus alunops pra sempre e fazem a diferença em suas vidas, conhecimento, aprendizado…Enqwuanto isso, mesmo cursando letras em uma faculdade pública de Sao Paulo, ainda espero fazer cursos e mais cursos relacionados a cienma, roteiros e idéias nao me faltam…

    Comentário por Juliana — 16/11/2009 @ 04:30 | Responder


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