By the Way, havia um inglês no meio do caminho

11/12/2008

Até quando aprendemos uma determinada coisa? Existe limite?

No tal treinamento, então, eu percebi que certas coisas não saiam fáceis para mim. Ocorreu-me, não estando totalmente retardada com a situação, que eu não havia aprendido inteiramente essas coisas. A questão do presente e do “s” na terceira pessoa era uma delas. O uso do passado irregular era outra. Eu reparava que os professores se gabavam de saber listas e listas de passados irregulares. E morria de medo de esquecer! Procurava não construir frases com esses passados, para não correr o risco de errar. Aliás, gastava muito mais energia não falando do que falando. Antes de cada frase, pensava um milhão de vezes. Cheguei a ensaiar frases em casa e sonhar com elas. Era comum que um professor dissesse que o passado de think (pensar) é thought e em seguida completasse com bring/brought, fight/fought para ilustrar seu conhecimento de causa, forma totalmente legítima de demonstrar-se digno de contratação, mas que me fazia pensar: Caraca, eu não sei o passado de todos os verbos! Assim pra sair falando eu não sei!

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2 Comentários »

  1. Bom, mostra que você não foi submetida à tortura de decorar listas! rsrs

    Agora, o seu título-pergunta me lembra uma historinha, viu, que passei com um aluno. Vendo minha gramática toda escritinha ele me perguntou:

    – Este livro é seu?

    Ao que respondi, com a naturalidade de quem responde a uma pergunta neutra:

    – Sim.

    – Do you still write on it?!!!, foi a vez dele, sem entender por que eu, tão professora, tão proficiente, tão tão, ainda escrevia em livros em que, supostamente, apenas os mais ignorantes aprendizes de nível low-intermediate poderiam rascunhar.

    – E você pensa, respondi, que chegará um dia em que você saberá tanto que não precisará mais estudar?

    – Of course!

    – HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!!!

    E fim da aula.

    Comentário por Petruska — 18/12/2008 @ 00:56 | Responder

    • Pois é, amiga. Aprendemos ad infinitum…
      Só gostaria de deixar claro que eu fui submetida à decoreba de lista inúteis SIM!
      E, o que pode ser consideravelmente pior dependendo do ponto de vista: “me amarrava” no processo de decorá-las!
      Meu processo de aprendizagem foi suuuuupeeeerrrr tradicional e acredito que só tenha funcionado porque, no fim das contas, eu já curtia a coisa de estudar outros idiomas desde pequena!
      Se é que funcionou!!!!
      Muito legal a história da gramática: tenho muitos alunos que não compreendem o quanto eu aprendo antes, durante e depois de uma aula, simplesmente pelo fato de que adoro rever coisas, reeditar pontos de vista e até estudar novamente assuntos considerados “básicos”, na tentativa de encontrar novas formas de ensiná-los.
      Bjs

      Comentário por sabinemendes1 — 18/12/2008 @ 02:46 | Responder


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