By the Way, havia um inglês no meio do caminho

11/12/2008

Crônicas dos “States” II – Consumindo com o Tio Sam

Filed under: experiências,língua inglesa — sabinemendesmoura @ 01:44
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Lembro-me da sensação esquisita de não registrar o clima, a temperatura do dia, a não ser nos breves segundos em que se saía do ar condicionado. Porque havia ar condicionado em todos os lugares: em casa, no carro, nas lojas, enfim…Então o calor que se sentia cruzando a calçada para entrar em uma loja, por exemplo, era muito pior. Ao entrar na loja, e digo “a loja” porque minha tia tinha uma loja de departamentos favorita na cidade, sentia o cheiro de pão recém assado convidando-me pelos tubos de ventilação e isso não era normal. A loja cheirava melhor do que qualquer loja no Brasil. Lembro-me da sessão de Cds e que havia milhares de trilhas sonoras de filmes disponíveis à venda. Isso não era comum no Brasil ainda. Foi ali que comecei minha coleção de trilhas sonoras, ganhando de presente a trilha incidental de um de meus filmes favoritos. Comportamento bastante ET para a época e minha idade, já que a maioria das pessoas me olhava com pena, como se eu tivesse escolhido o CD errado, dizendo: “Puxa, as músicas nem tem letra”. Eles não entendiam!

A comida é um capítulo à parte. Cookies tradicionais americanos do tamanho de uma mini-pizza, quentinhos. Lojas de frango frito. Caixas e caixas de bolinhos, rocambolezinhos, todos iguais e com o mesmo sabor, viciantes, no armário da cozinha que eu constantemente assaltava. Sprays de cream cheese que jorravam nas fatias de pão com ketchup formando mini-torres de queijo como se fossemos confeiteiros. A comida era confiável, extremamente confiável, para quem quer ser compulsivo. Sempre o mesmo sabor industrializado. Ao mesmo tempo em que era um mundo de novidades (lembrem-se da época, 1992, nada disso havia chegado ao Brasil), era um mundo do sempre igual. Sempre os mesmos sabores para cada tipo de comida. Isso era novo para mim, acostumada a comidinhas caseiras e salada de fruta. Gostos que mudam o tempo todo de acordo com o tempero. E, um capítulo à parte no qual não desejo me aprofundar, quem precisa de água quando há tanto refrigerante?

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