By the Way, havia um inglês no meio do caminho

17/12/2008

Inutilidades adquiridas ao longo dos anos…

Aulas particulares te ensinam algumas coisas, das quais me gabo constantemente até hoje, mas que têm pouca utilidade cotidiana.

Exemplo:
– virar o marcador do relógio para o lado do pulso, de maneira a não dar a entender ao aluno que você está vendo que horas são porque quer que a aula acabe ou porque não sabe o que fazer (fica mais discreto). Às vezes, você nem quer que a aula acabe, mas precisa controlar o tempo por uma questão de créditos de horas pagas.
– controlar impulsos de bocejar através de complicadas contorções faciais que, com o tempo e a prática, ficam cada vez menores. Recurso especialmente necessário em salas geladas, de luz fria (ou mal iluminadas) em horários estranhos (pós-expediente, seis da manhã, hora do almoço – que é quando essas aulas geralmente acontecem).
– ler (e escrever) com a folha virada de cabeça para baixo. Isso porque normalmente você tem uma cópia só do texto ou um livro só (porque não pode/não deu para pedir cópias no curso que é longe e você não tinha dinheiro ou porque mandou por email para o aluno e ele tirou cópia só para ele). Sentar lado a lado com o aluno pode ser desconfortável (pode faltar intimidade para isso), então resta dar o texto para que ele leia e acompanhá-lo de cabeça para baixo, fazendo ocasionais observações de vocabulário (com o tempo, a prática e a falta de quadro negro em algumas salas de empresas) escrevendo também de cabeça para baixo, para não ter que virar a folha.
– dar aula em qualquer lugar. Marcação de salas em empresas sem antecedência (e, às vezes, mesmo com antecedência) é sempre um problema. Portanto, aulas durante o almoço, durante uma sessão de manicure (sim, eu juro!), em ambientes abertos, na pracinha de convivência da empresa, tornam-se “brindes” frequentes.

Devo dizer que ler e escrever de cabeça para baixo é uma das coisas que eu aprendi que mais gosto de fazer. Quanto a dar aula em qualquer lugar, acho muito divertido mesmo!

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2 Comentários »

  1. Pois você se esqueceu de que se aprende muito rapidamente a sacar do bolso, da bolsa ou da cachola um exercício extra quando tudo aquilo que você apresenta ao aluno (e que você virou a noite preparando e achando genial!) é recebido com cara de “Eh… Mas a gente vai fazer isso mesmo?”

    Comentário por Petruska — 17/12/2008 @ 23:26 | Responder

    • Nossa ! Numémesmominina!!!!!!!!!
      Aliás, querer aprisionar a motivação alheia ou transmitir sua motivação aos demais é sempre algo complexo.
      Semana passada aconteceu algo assim: estava achando que a aula seria chatérrima, eram uns exercícios com mapas, vocabulário relacionado a geografia, etc.
      Eis que… a aluna adora mapas!!!!
      Vai saber!

      Comentário por sabinemendes1 — 18/12/2008 @ 02:51 | Responder


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