By the Way, havia um inglês no meio do caminho

17/12/2008

Tendências: o que é in e o que é out…

Impedimentos:
1) eu era o tipo de pessoa sem dinheiro que não podia simplesmente entrar em uma loja e comprar um traje parecido ao que eu via minhas coordenadoras/colegas usarem.
2) eu não tinha a menor noção em relação a cores: usos e conseqüências. Portanto, 90% do meu “guarda-roupa profissional” era preto.
3) eu comecei a reparar que, por mais que eu buscasse “copiar” estilos de outras pessoas, nunca ficava tão bom em mim (depois eu descobri porque, mas até então estava muito ocupada ressentida e sentindo-me uma vítima, além de ter uma espécie de ojeriza ao cubo diante de situações em que minha aparência fizesse a diferença – ou seja, todas as situações – já que estava ali para ensinar e não desfilar).

Soluções:
1) aquelas lojas em que dez reais é o preço base de tudo.
2) começar a observar coisas básicas nas quais, até então, nunca tinha reparado: “Nossa, a pulseira dela combina com o cabelo dela” e coisas do tipo… Toda uma tecnologia!
3) preto combina com tudo (depois me disseram que preto não combinava com tudo, comigo, por exemplo, com meu jeitão expansivo, não combinava!! Mas só entendi isso uns oito anos depois.)

Gente, eu era uma pessoa que não me arrumava para nada, ia contra a minha ideologia… O que isso tem a ver com sala de aula? Tudo! Quem nunca se sentiu exposto além do normal porque a roupa que estava usando não condizia com o local de trabalho? E se sentir exposto além do normal diante de um executivo cuja roupa velhinha do dia em que ele não quis se arrumar é dez vezes melhor em qualidade do que a sua e ainda tendo que lembrar que o objetivo da aula de hoje é usar o presente perfeito?

Pois é!

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2 Comentários »

  1. Tipo, “I’ve had these trousers for ten years”? Yeaaaaaaaah…

    E eu que resisti o quanto pude (e mais seis meses) a adquirir um celular, porque um celular era, segundo Umberto Eco, absolutamente dispensável por todas as pessoas que não fossem médicos, enfermeiros, veterinários ou o George Soros?

    Agora, uma coisa que eu acho legal é que a gente muda e vai tendo um nova perpectiva sobre nós mesmos, né?

    Comentário por Petruska — 17/12/2008 @ 23:42 | Responder

    • Exato. E essa coisa de novas perspectivas, a meu ver, deve ser um processo intencional.
      Muito do que eu tenho que negociar com os alunos até hoje pode ser resumido na frase: “Juro para você que houve avanço, você aprendeu coisas e o processo está seguindo seu curso”. Simplesmente porque as expectativas em relação a qualquer coisa hoje em dia estão tão altas que é difícil elaborar esse distanciamento para revermos nossa história e apontarmos nossos avanços.
      Mais um motivo para um blog que reconte coisas…

      Comentário por sabinemendes1 — 18/12/2008 @ 02:49 | Responder


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