By the Way, havia um inglês no meio do caminho

16/05/2009

Enfrentando leões imaginários…

Filed under: aprender,experiências,língua inglesa — sabinemendesmoura @ 03:01
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Aquelas doces criaturas precisavam ser corrigidas, precisava chamar-lhes a atenção a determinados pontos de seu comportamento, precisava ser um pouco mais incisiva em determinados momentos.

Afeeeeeeeeeee…Mas tudo o que eu queria é que eles gostassem de mim!

Vejam bem, não importa se aquilo que eu achava que eles precisavam foi mudando ao longo dos anos. Realmente não importa! Estou falando sobre a segurança e liberdade de apostar que estamos fazendo o melhor para aquele aluno ou aluno versus o medo de perder (perder latu sensu).

Isso é o que tenho chamado de ser refém.

Por isso, era um caso de extrema bravura que me fazia sentir como um Tarzan ou uma She-ra chamar a atenção de um aluno, por exemplo(desculpem os exemplos datados de bravura, mas notem que evitei mencionar os Thunder Cats hoooooooo).

E como eu me sentia encurralada, entre o dever e o querer, as vezes eu fazia isso de forma meio violenta.

Não, não, nunca bati em nenhum aluno! (graças!) Refiro-me a formas mais sutis de violência como, por exemplo, usar um tom sarcástico.

Seguiremos com isso na próxima postagem…

Se não der certo, já deu certo…

Filed under: Uncategorized — sabinemendesmoura @ 02:55
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Já repararam como, na vida, nunca sai tudo certinho e mesmo assim sempre sobra alguma coisa de bom? Já repararam que, no mínimo, sempre sobra o aprendizado que alcançamos naquele momento? E que esse mínimo nem deveria ser tão mínimo assim, já que aprender é o que há de interessante nessa vida?

Pois é.

Então era assim. Eu me sentia refém dos alunos, eu me sentia insegura e profundamente preocupada com o que eles iam pensar de mim, mas…

… ainda assim eles aprendiam coisas e eu também.

…ainda assim havia momentos inspirados em que, mesmo com medo de que eles fossem “deixar de gostar de mim”, eu cruzava bravamente as fronteiras da auto-defesa e fazia o que considerava necessário naquele momento.

Contarei sobre um desses momentos de extrema bravura a seguir.

Vocês devem estar pensando: Ridículo isso de dar tanto poder a meninos de 12 anos! Pois é, eu sei.

Nem por isso a gente deixa de se sentir assim, né?

Uma questão de prioridades

Filed under: aprender,experiências,língua inglesa — sabinemendesmoura @ 02:48

Fazendo uma avaliação bem sincera: o que era prioritário para mim naquela obscura Idade Média da insegurança?

Como boa CDF, sei que deveria dizer que era o aprendizado dos meninos e, em primeiro plano em minha mente, realmente, o aprendizado estava em primeiro lugar. Mas o que era aprendizado para mim naquele momento?

Era fazer com que eles compreendessem e produzissem.

E qual era minha real motivação por trás disso tudo? Aquela motivação bem lá no fundinho da alma que a gente não confessa para ninguém, mas onze anos depois publica para o mundo ver em um blog não sem um pinguinho de medo?

Bem, devo dizer que era ficar bem na fita. Minha motivação era essa imagem que eu queria que os outros tivessem de mim: uma imagem de competência, de habilidade, de carisma e dedicação. Vocês podem dizer que uma pessoa com todas essas qualidades com certeza garantirá o aprendizado de seus alunos. Porém, esse não é o meu ponto.

O meu ponto é: educar é dar-se e eu comecei a educar como um “para-mim”. Enganava todo mundo direitinho, mas não me enganava: no fundo o prioritário era essa imagem que eu queria construir de mim mesma.

Marionetes super desenvolvidas

Filed under: aprender,experiências,língua inglesa — sabinemendesmoura @ 02:40

Minha primeira turma no curso novo era um livro um, segundas e quartas a tarde. Parecia-me um horário simpático (sabe aquelas predileções bizarras e sem explicação lógica que cada um de nós tem por determinado horário? Pois é!).

Era uma turma muito tranquila e eu ainda estava com a sensação de que tinha que pedir desculpas a eles por não ter experiência prévia com a metodologia. Vejam bem, eu JAMAIS verbalizaria isso! Falo de como me sentia por dentro. Pensava: “Oh-meu-deus! O que esses meninos tão inocentes fizeram para merecerem ser minhas cobaias???”

Vagarosa e constantemente começou a invadir-me a alma um sentimento estranho, intensificado pelo fato de que agora eu dava aula para turmas (nos outros cursos eram aulas um-a-um, em sua maioria): a sensação de estar refém. Eu era totalmente carente e refém de como eles me viam e essa era minha prioridade. Queria ser vista como interessante, alegre, divertida, competente e buscava isso nos olhinhos daqueles meninos de 12 anos.

O engraçado é que eles achavam que quem mandava era eu quando, no fundo, eu era só uma marionete em busca de sinais de aprovação.

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