By the Way, havia um inglês no meio do caminho

23/05/2009

Dicionário das Formas de Agir Não Pedagógicas

Eis a lista que me ocorria naquela época de formas de agir e atitudes que eu tinha que não me ajudavam a ensinar:
– não ajudava planejar a aula nos mínimos detalhes como se a aula fosse uma coreografia a ser respeitada que eu apresentava a meus alunos bailarinos e eles tinham de aprender a repetir-lhe os passos (flexibilidade zero).
– não ajudava encarnar a flexibilidade em pessoa e não planejar absolutamente nada, amparada por teorias como o “fluxo das coisas”, o “zen” e a “teoria universal da atração”.
– não ajudava não ter visão do todo e começar a encrencar com determinado aluno porque ele não aprende uma determinada expressão, ignorando seus avanços em outras áreas.
– não ajudava só acreditar que cada um tem seu ritmo e que tudo acontece quando deve acontecer e não focar em temas ou tópicos específicos para dar direção ao avanço.
– não ajudava pregar coisas nas quais eu não acreditava.
– não ajudava pregar coisas nas quais eu acreditava, ignorando que os alunos podiam ter suas próprias crenças.

Estamos brincando de pêndulo aqui? Parece, né? Por que raios tem que ser sempre oito ou oitenta? Seria uma incapacidade cerebral de transitar por zonas multicor do aprendizado que me fazia ficar sempre transitando entre o preto e o branco? E sobrevinha uma enorme irritação que fazia com que eu questionasse: Afinal, qual é a verdade? E eu batia pé e fazia beicinho, culpava o mundo, os outros e a mim mesma (de acordo com minhas taxas hormonais), mas não conseguia visualizar saída que não fosse o equilíbrio.

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