By the Way, havia um inglês no meio do caminho

23/05/2009

Eu não sou equilibrista pra ficar na corda bamba…

Mas, esperem aí…

Se o último post está minimamente correto e se não me falha a lógica básica, o ideal então seria estarmos sempre atentos ao que acontece em sala de aula? Vermos as relações como dinâmicas entre indivíduos, não é? Não exigirmos da prática pedagógica uma única verdade e sim uma praxis que vai se construindo na medida em que vamos atuando. Um equilíbrio em dinâmica para o qual não há respostas prontas…

Afe…que trabalhão! Só de pensar nisso me dava uma canseira! E a canseira não era o pior, porque eu nunca fui de me assustar com trabalho!

O pior, naquele início de carreira e início de vida, do alto de meus dezenove anos, era a noção que eu tinha de que equilíbrio era coisa chata! Nada mais chato do que ser equilibrado! E eu lá vim ao mundo pra ficar na corda bamba? Onde é que está minha vida hollywoodiana em que as aulas são mega-shows ou tragédias em três atos? Equilíbrio uma ova!

Porém, se eu queria ensinar – e eu queria – teria que buscar o chato do equilíbrio!

Hummmmmmmmmmm

10/12/2008

Como eu conheci o inglês ou “um amor geograficamente incorreto à primeira vista”

Acabo de ligar para minha avó, com quem passei boa parte de minha infância enquanto minha mãe trabalhava, pedindo que ela me ajudasse a lembrar da versão completa de nossos primeiros encontros (entre eu e o inglês). Ela, sempre atenciosa e sem pestanejar frente a perguntas estranhas de sua neta, me informou que, desde que eu comecei o curso de inglês aos nove ou dez anos, eu dizia que terminaria meus estudos nos Estados Unidos. Tinha me esquecido disso! Sem dúvida, uma prova cabal desse caso de amor pelo qual eu estava disposta a sacrificar a convivência confortável em um bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro com as pessoas que me amaram e apoiaram a vida inteira.

Tarde de verão entediante. Uma jovenzinha gorducha, quatro-olhos, sentada em frente à televisão assiste filmes de estimação na sessão da tarde. Vejam bem, vocês têm, todo direito de vomitar a qualquer momento, mas, correndo o risco de parecer nostálgica e desproporcionada, devo voltar um pouco no tempo para buscar que “raio” de motivação era essa que me fez construir toda uma vida ao redor desse “diacho” dessa língua que nem minha era. Enfim, para não começar com “eu nasci em 1979”, eu preciso ao menos falar da sessão da tarde. Filmes de estimação, bem, eu os tenho até hoje. São filmes que eu sei de cor e que consigo assistir compulsivamente um milhão de vezes da mesma forma que alguns ouvem uma música predileta e a programam para repetir indefinidamente. Para mim, os filmes de estimação eram o meio de reafirmar um sonho clichê que me perseguiu por toda a vida: ser atriz de Hollywood. Claro que, sendo especial como eu era, eu acreditava que estudaria no exterior, faria cursos de arte dramática, perderia vinte milhões de quilos e logo estaria apta a ser descoberta por um caça-talentos em Los Angeles. Afinal de contas, esse era o meu destino.

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